Existe uma cura para o cristianismo: Ler a Bíblia, pois nela você aprende que espiritual mesmo é amar...

Uma Nova Geração

Por Ruy Cavalcante

Tenho ouvido bastante nos últimos anos, especialmente nos últimos meses, que Deus está levantando uma nova geração. Não questiono este assunto, pois creio que realmente isso acontecerá, não na velocidade que, como homem, gostaria, mas com certeza na velocidade que Deus decidiu.

Por outro lado, satanás tem copiado este plano e já tem levantado não somente uma, mas várias gerações, embora sejam gerações “piratas”. Uma delas, assunto deste post, é a “geração restituição”.

Geração restituição é aquela que, diferente da perspectiva bíblica para tal atitude de devolução, exige a restituição. Neste novo ponto de vista Deus passa a ser servo, e o crente por sua vez é aquele que é servido, que lança ordens do tipo “eu quero de volta o que é meu”.

Não há como negar que restituição é uma expectativa, uma promessa bíblica, porém, no livro de Joel temos grandes revelações de como esse processo se dá e podemos então perceber quão divergente o contexto bíblico se apresenta em relação às determinações da geração restituição. Vejamos alguns trechos:

(...) Todavia ainda agora diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes; e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade, e se arrepende do mal. (...) Então o Senhor teve zelo da sua terra, e se compadeceu do seu povo. E o Senhor, respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, o vinho e o azeite, e deles sereis fartos; e vos não entregarei mais ao opróbrio entre as nações; (...) Assim vos restituirei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto voador, o devorador, o destruidor e o cortador, o meu grande exército que enviei contra vós. Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca será envergonhado. (...)

A restituição prometida não é aquela que acontece quando “determinamos a benção” ou quando pressionamos Deus na parede para cumprir aquilo que decidimos ter direito. A verdadeira restituição só acontece quando há transformação, mas será que esta atual geração apresenta um coração transformado?

Será que aqueles que ordenam a Deus que devolva aquilo que se perdeu já rasgaram os seus corações, já se converteram e mostraram isso com jejuns e com choro? Será que as lágrimas desta geração refletem arrependimento ou são apenas emoções diversas?

Deus de fato é misericordioso, mas a misericórdia dEle está contida em Cristo e não em suas bênçãos. Para que ela seja realidade em nossas vidas precisamos antes de tudo estar ligados a Jesus, convertidos a Ele, transformados em servos e não em senhores ou em colegas semi-deuses. Quando esta condição não existe, a única expectativa para nossas vidas é a condenação eterna, longe da misericórdia de Deus.

O grande engano de satanás, levado a cabo por esta geração delirante, é justamente fazer acreditar que a misericórdia de Deus se revela não em Cristo, mas em suas bênçãos e em seus sinais. Como afirmei no artigo anterior, os sinais não são a marca da salvação e sim os frutos. Perguntarei novamente, será que esta geração tem apresentado frutos de arrependimento, o que a bíblia também chama de Frutos do Espírito?

Reafirmo que creio numa nova geração, não conforme a que se apresenta no contexto gospel de nosso país, mas conforme o contexto das primeiras gerações, narradas nos Evangelhos e em Atos do Apóstolos. Uma nova (porém antiga) prole de cristãos, comprometidas com a Palavra de Deus segundo o exemplo dos bereianos (At 17:11-12), capazes de renunciar seus próprios desejos (Lc 9:23) para viver a vontade de Deus, que amam não somente de palavras, mas em atitudes de obediência (Jo 14:21), e que sabem da obrigação de cumprirem um papel social ativo (Tg 4:17; Ef 2:10).

É nesta “trupe” que pretendo ser encontrado, numa comunidade subversiva quanto aos oferecimentos de satanás, revoluta, vivendo a verdadeira contra-cultura do mundo, e meu desejo e luta têm sido para que você, que lê estas linhas mal traçadas, possa ser despertado para Cristo, sem qualquer dissonância de Sua única e verdadeira Palavra, que excede todo entendimento e que nos liberta verdadeiramente. Pense nisso.

Em Cristo, com amor.
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Conhecer a Deus

Por Ruy Cavalcante

Escrevo esse post após uma conversa via MSN com uma grande amiga, que reencontrei há alguns meses, após dez longos anos de distância. Distância esta revelada não somente em espaço físico, mas acima de tudo na quebra de uma relação de amizade que agora descobrimos ser eterna, graças a Deus.

Hoje continuamos separados por dois mil quilômetros de distância, mas meu coração nunca esteve tão próximo e desejoso de um reencontro como agora, principalmente depois dessa conversa que estarei parafraseando-a (sem destaques) no decorrer do post.

Logo após nos reencontrarmos, e poucos antes de seu retorno à sua cidade, minha amiga “aceitou Cristo”. Foi embora muito feliz e empolgada com essa nova condição. Porém, não demorou muito para que ela deixasse esta comoção de lado, chegando ao ponto de, hoje, me pedir orações para que se animasse a freqüentar alguma igreja, voltasse a orar naturalmente sem que isso fosse um peso e também para que sua vida voltasse a ter aquele sentido que sonhou ao ser apresentada a “cristo”.

As aspas em “cristo” são justamente a causa de tal situação.

Aconteceu com ela o que tem acontecido com milhares de pessoas todos os dias. Ela foi apresentada ao cristo das igrejas (maioria) e não ao Cristo da Bíblia. O deus que ela conheceu foi o deus genérico, aquele que não transforma vidas, apenas contas bancárias.

Quando conhecemos o Deus verdadeiro existe transformação verdadeira. Quando isso acontece não há mais necessidade de suplicar orações pela animação de nosso espírito, pois o próprio Deus se torna a nossa maior motivação de buscá-lo. Conhecer o Deus verdadeiro significa encontrar amor e paz e um evangelho que não nos conduz a esta realidade deve ser rejeitado.

Não existe o deus do sucesso, da prosperidade, do milagre. O que existe é o Deus do amor, da renúncia, da paz e o mesmo vale para o seu Evangelho. Um evangelho que não fale de amor, renúncia e paz não é o evangelho de Cristo e devemos ter muito cuidado com isso. Se o evangelho pregado a mim não é capaz de me levar a um estado de serenidade mesmo em meio a angustias e perseguições, a reconhecer o amor incondicional de Deus e a odiar o pecado que um dia amei, esse não é um evangelho genuíno.

Muita gente tem destruído sua própria vida e a de sua família confiando num deus institucional, que não é capaz sequer de me atrair para si mesmo. Eu devia tê-la alertado quando percebi que suas dúvidas quanto a esta nova realidade em sua vida se referia a sua relação com a graça de Deus. Deus não confunde, antes esclarece.

O deus que lhe foi apresentado não foi capaz de lhe convencer de sua liberdade e isso não possui conexão com nenhuma escassez de conhecimento teológico, pois o Deus bíblico dá entendimento ao simples (Sl 119:130).

Prestem bem atenção nisso: um evangelho que trata somente de milagres, profecias, revelações e condenações está distante do que foi pregado por Jesus e seus apóstolos. O principio essencial do Evangelho de Jesus não está conectado aos milagres e sim aos frutos do Espírito, onde o maior deles é o amor. Eu posso viver os sinais sem os frutos, mas esses sinais não irão me levar a lugar algum a não ser ao centro do meu próprio ego.

A Bíblia nos avisa que os sinais acompanharão aos que crêem, portanto nós não precisamos dedicar nossa vida em busca deles, pois no dia em que vivermos os frutos do Espírito Santo os sinais virão atrás de nós.

Em Mateus capítulo 7 versos 22 e 23, Jesus fala de pessoas que viviam os sinais. Eles profetizavam, expulsavam demônios, operavam coisas sobrenaturais, porém no apagar das luzes Jesus determina que se afastem, pois eles praticam a iniquidade e, por causa disso, Ele não os reconhece como filhos. Ora, praticar a iniquidade é não viver os frutos do Espírito e sim os frutos da carne e este texto deixa claro que é perfeitamente possível viver os milagres sem ter de fato nascido de novo.

Em tempo, receber a Cristo não é simplesmente abrir a boca e dizer que O aceita. É antes de tudo se arrepender dos erros após ser alcançado por Sua Graça, é amar a Cristo e a partir de então odiar o pecado. Isso acontece não porque somos bons, mas porque Jesus nos torna bons e, dessa forma, verdadeiramente tudo se faz novo. Enfim, nossas atitudes mudam, convergem para Jesus e começamos a ser capazes de amar a Deus sem falsidade, sem barganhas, e esse amor se estende às suas criaturas, sem que isso dependa do merecimento de quem estamos amando.

É a partir desse amor imerecido que surge o perdão em nosso coração e somos capazes de viver sempre em harmonia, sem medo, e com paz.

Esse é o Evangelho verdadeiro, o Deus verdadeiro, e é somente nEle que encontramos a verdadeira salvação. Rejeite qualquer outro evangelho, mesmo que ele seja anunciado por um anjo de luz (Gl 1:8).
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Ser Cristão...

Por Ruy Cavalcante

Tenho andado muito preocupado nos últimos meses, na verdade nos últimos três anos, desde que iniciei minha faculdade de teologia. Sinceramente imaginei que encontraria por lá pessoas que, como eu, estavam preocupadas com a ortodoxia da Palavra de Deus, como o Evangelho salvífico de Cristo e com a sua simplicidade.

Mas não foi o que aconteceu. Com as devidas exceções (no mais amplo sentido desta palavra), o que encontrei foram pessoas interessadas nas mesmas fórmulas de crescimento explosivo de igrejas que tanto questiono. Pessoas dispostas a continuar anunciando um evangelho genérico, pautado em riquezas corruptíveis, simbologias místicas, lideranças papais e carismáticas e expressões de adoração externas em detrimento de um coração transformado.

Todas as justificativas possíveis são utilizadas para que este evangelho seja anunciado pelos líderes antigos e iniciantes na “carreira”. Mesmo com bases bíblicas insustentáveis eles apelam para uma espiritualidade desligada da verdade, a fim de levar adiante esta semente “transgênica”.

O fato é que no decorrer dos anos e com a grande difusão deste falso evangelho, o povo cristão aos poucos está perdendo a essência de uma vida realmente cristã, conduzida pelos frutos e não pelos dons do Espírito. Aos poucos a avareza e a ganância têm tomado conta de nossos arraiais e os que antes eram servos agora desejam serem servidos. Aos poucos a pureza e a santidade têm sido trocados pelo consumismo e imoralidade, pois o que determina a liderança de alguém não é mais o chamado de Deus, confirmado pela Igreja, mas as ofertas do indivíduo, seu poder de persuasão e, quando muito, a demonstração de uma super espiritualidade, que em geral, não ultrapassa o teto da mais humilde congregação.

O povo, por falta de exemplos a seguir, acaba disseminando estes conceitos, criando um círculo vicioso maligno, mas que é defendido como a última instância da revelação bíblica.

A principal característica dos líderes e igrejas que vivem esse evangelho falso é a falta de doutrinação bíblica em suas comunidades. Quando se ensina a bíblia nestes locais os estudos são temáticos, fundamentados nos interesses da liderança, geralmente baseados na teologia do medo. São exaustivos estudos sobre maldição, dízimos e ofertas, castigos divinos, respeito cego aos profetas, dentre outros. Não se estuda sobre o amor e a graça de Deus, sobre a obra de Cristo na vida do cristão, sobre os frutos do Espírito e a conduta cristã, sobre a necessidade de arrependimento, sobre humildade, serviço.

Isso não é cristianismo. Isso não é ser cristão.

Ser cristão é andar irrepreensivelmente e amar a justiça, é falar a verdade mesmo que isso te cause algum dano, é ser humilde e considerar os outros superiores a si mesmo, é produzir frutos dignos, que demonstrem arrependimento. Ser cristão é andar com Deus, viver por Ele, amá-lo acima de todas as coisas, é adorá-lo com sua vida e testemunho e não somente com seus lábios. Ser cristão é servir e não buscar ser servido.

Ser cristão é nascer de novo e, mesmo pecando, odiar o pecado. É ter o coração transformado, inclinado para as coisas de Deus. É amar aos outros da forma como Cristo amou, sem o requisito do merecimento. Ser cristão é sofrer perseguição por amor de Cristo, é enfrentar a espada se for preciso, é sofrer angustia, dor, e saber que no fim será glorificado.

Ser cristão é negar a si mesmo em favor dos outros.

Como bem disse Paul Washer, isso não é poesia, isso é o evangelho genuíno de Jesus Cristo. Não há vitória maior que a vida eterna, e muitos estão abandonando esta por uma vida de sucesso, de riquezas, de prosperidade material e não espiritual, e o que é pior, por uma vida de promiscuidade acreditando que por um dia haverem levantado as mãos e declarado “eu te aceito Jesus” estão com a marca da promessa de vida eterna.

Por favor, não se enganem nem se deixem enganar meus queridos irmãos. Não há vida eterna sem santidade, sem renúncia, sem amor e sem perdão. Aceitar a Cristo não é declarar isto publicamente, pois nem todo que diz “senhor, senhor” será salvo. Nós é que somos aceitos por Ele, e se o seu coração ainda não foi transformado, peça que Ele o faça, pois sem isso você jamais o verá, mesmo que “seu celeiro” esteja abarrotado de bens.

Que Deus nos abençoe.

Em Cristo.
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Faça você mesmo

Por Ruy Cavalcante

Acompanhando o tema do post anterior, me sinto compelido a expor outra face desta verdade: A responsabilidade continua sendo pessoal e ninguém pode se justificar de não levar uma vida espiritual saudável por culpa exclusiva de pregadores doentes.

Uma das principais conquistas da reforma foi, se não a maior delas, a abertura da Palavra de Deus para o povo leigo e, a partir daí, a livre interpretação da Bíblia. Livre no sentido de que esta não estaria mais sob domínio da Igreja Católica, mas à disposição de qualquer um que desejasse interpreta-la.

Apesar disso, o que mais vejo são homens e mulheres que, não obstante haverem decidido servir a Deus anos atrás, continuam acomodados ao ponto de aceitarem qualquer palavra proferida por um líder religioso, muitas vezes sem qualquer preparo teológico ou respaldo moral, simplesmente por ser mais fácil e rápido receber alimento instantâneo. É o que chamaria de “Nissin Miojo espiritual”.

Por conta disso vivem como crianças, atraídos por qualquer apito (lê-se grito). Charles Spurgeon faz uma consideração interessante sobre este tema quando diz:

Crianças correm atrás de qualquer brinquedo novo; em qualquer pequena
apresentação de rua os garotos ficam todos excitados, boquiabertos; mas os seus
pais têm trabalho por fazer, e suas mães têm outros assuntos em casa; aquele
tambor e aquele apito não vão atraí-los.

Homens e mulheres maduros sabem diferenciar coisas importantes de coisas inúteis. Eles não obedecem à primeira corneta como se fossem parte de uma tropa de recrutas inexperientes. Antes eles entendem a necessidade de alimento sólido, bem preparado, sem condimentos, saudável, e sabem que somente na bíblia podem encontrar tais nutrientes para seus espíritos.

É responsabilidade de cada um de nós verificarmos se o que é pregado em nossas igrejas se confirma na Palavra de Deus. Não podemos nos esconder atrás de outras pessoas, que por possuírem cargos importantes dentro da estrutura eclesiástica, reivindicam para si o monopólio da revelação divina. Não existe ninguém mais habilitado para lhe revelar as verdades do Evangelho do que o próprio Evangelho, com a indissolúvel contribuição do Espírito Santo, aquele mesmo que fez habitação DENTRO DE VOCÊ.

Portanto leia, medite, estude, analise a Palavra de Deus, considere todas as coisas, mas retenha o que for bom conforme consta nela e somente nela. Seja ortodoxo quanto a Palavra, mas tome cuidado para desvinculá-la de todo tradicionalismo exagerado tanto quanto do liberalismo libertino. Você é responsável por sua carreira e no final de tudo você prestará conta de sua vida, não seu pregador favorito. Pense nisso.
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Fonte da imagem: http://membres.lycos.fr
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A necessidade do Evangelho

Por Ruy Cavalcante

“ide e pregai o evangelho...”

Há algum tempo venho pensando nos motivos que fizeram a igreja evangélica se assemelhar tão grandemente com uma empresa em busca de espaço no mercado, mercado esse regido pelas leis da competitividade. Eu não sei em que ponto isso começou, mas sei que foi o início de uma grande derrocada.

Por questões espúrias como a competitividade eclesiástica iniciou-se um processo de humanização do evangelho, materialização de seu conteúdo e deturpação de sua essência, ao ponto que, hoje, pouco se prega um evangelho que não seja baseado em princípios materialistas, com facilidades para seus adeptos, centrado nas necessidades e desejos do indivíduo.

Estatisticamente o Reino de Deus tem avançado exponencialmente no Brasil, mas espiritualmente, será que o evangelho que tem sido pregado, é capaz de aumentar as estatísticas daqueles que ultrapassarão a “entrada estreita”?

O que eu vejo, em minha singela observação, são pessoas que buscam a Deus para ficarem ricas, para terem seus problemas resolvidos ou para participarem de uma comunidade interessante. Conforme afirma Marília de Camargo César:

“Segui-lo é sair da miséria, é conseguir o emprego, a promoção ou então evitar o
câncer, a paralisia, o desastre. Ninguém quer diminuir. Todos querem crescer e,
se possível, viver uma vida hollywoodiana.” (Feridos em nome de Deus, São Paulo:
Mundo Cristão, 2009, p. 16.)

Que infelicidade, que engano! Enquanto o evangelho de Cristo faz nascer servos, o evangelho moderno cria protagonistas. Enquanto Jesus determina que todos aqueles que buscam segui-lo neguem-se a si mesmos os atuais líderes dizem: Conquiste, determine, traga à existência a sua vitória, pois você é um Rei!

O evangelho verdadeiro é renúncia, é perseguição, é amor e perdão. O evangelho verdadeiro leva desaforo para casa, enfrenta prisões e calúnias. Afinal de contas, em que gaveta a igreja guardou o exemplo dos apóstolos e missionários neotestamentários? Para qual arquivo secreto enviamos as perseguições e mortes sofridas pelos mártires e pais da igreja? Será que Deus, quebrando seus princípios eternos, estabeleceu acepção de pessoas justamente na vida daqueles que levaram adiante o seu Reino, em tempos onde a morte era a única recompensa para tais idealistas?

Não encontro outra solução para mudanças que não passem por um retorno ao Evangelho de Cristo, não vejo outra saída para os escândalos, malas-cheias, dólares escondidos, pastores dominadores, crentes conquistadores, saqueadores e vendilhões de templos, cristãos namoradores, servos servidos e todo o tipo de doença espiritual sem que a essência do amor, da renúncia, do perdão e da sujeição sejam resgatados por uma pregação mais distante de homíléticas contaminadas por nossos próprios desejos, e mais próximas de Cristo.

Voltemos ao evangelho enquanto é tempo, amanhã pode não adiantar mais.

Fonte da imagem: http://www.anunciame.com.br

Amar é muito simples

Assista o vídeo abaixo:



Porque é tão difícil honrar um Deus como o nosso? Um Deus que, abrindo mão de sua divindade, se sacrificou por nós, simplesmente por amor.

Porque é tão difícil viver de acordo com esse amor? Porque planejamos todos os dias uma forma diferente de invalidar a sua morte, criando artifícios que possam nos levar ao lugar que Ele conquistou sem precisarmos meditar em sua morte, em nossa culpa, tentando nos tornar merecedores de seu amor sem necessidade da cruz?

É tudo tão simples. Basta amá-lo. Não precisamos de nenhum tipo de extravagância. O amor é muito simples.

Porque é tão difícil entender isso?
Ruy Cavalcante
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Ao me exortar, por favor...

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Este é um post diferente dos demais, escrito num momento de estresse, porém com minhas faculdades mentais funcionando plenamente. Não espero com ele conquistar seguidores, mas, por favor, ao me exortar, pregar ou conversar comigo sobre assuntos cristãos (ou qualquer outro), não utilize nenhuma colocação do tipo:

  • Vou te lançar uma palavra profética...
  • Vamos fazer um ato profético...
  • Abra a boca e profetiza para os teus irmãos...
  • Tome posse da tua benção...
  • Determine a benção, o milagre, a cura...
  • Você precisa entrar num nível espiritual superior...
  • Cuidado pra você não perder a benção meu irmão...
  • Não deixe o diabo roubar a tua benção...
  • Não deixe o diabo roubar essa palavra...
  • Nada vai impedir a tua vitória...
  • Crente não conhece derrota...
  • Você precisa participar do avivamento que a igreja evangélica está passando...
  • Você está dizimando?
  • Você é batizado com o Espírito Santo? Fala em línguas?
  • Deus esta me revelando que você está passando por lutas, mas que a vitória vai chegar...
  • Deus tem um propósito na tua vida...
  • Deus está dizendo que vai operar poderosamente na tua vida...
  • (...)
Esta lista não é aleatória. Todas estas frases foram proferidas para mim mais de uma vez em certos casos. Citações desse tipo farão com que suas palavras não ultrapassem os limites de meus tímpanos, salvo nos casos em que elas, ultrapassando, saírem direto pelo outro lado...

É um pedido que faço, por favor, considere-o, não me faça perder o crédito em sua relação com a verdadeira Palavra de Deus.

Pronto, falei...
Ruy Cavalcante

Fonte da imagem: http://domfernando.files.wordpress.com
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Tudo me será acrescentado?

Por Ruy Cavalcante

Mas buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6:33)

Os mais desavisados, ou aqueles que pouco se preocupam com uma interpretação bíblica sadia, que infelizmente parecem ser maioria no meio “gospel”, diriam que este versículo é chave para promessas materiais e financeiras aos que crêem. Na maioria dos casos afirmariam, caso fosse perguntado e como pude comprovar em minha própria comunidade evangélica, que ele está aqui grafado da forma correta. Quantas vezes eu mesmo ouvi pregações em cima deste versículo, com esta grafia, trazendo em sua homilética “verdades” a respeito da prosperidade.

Porém, com um pouco mais de atenção, e consulta ao texto bíblico, perceberemos o erro aqui contido. Eis a expressão correta:

Mas buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6:33)

Não fosse o termo em destaque, confesso que seria difícil negar uma promessa não só material aqui contida, mas uma que abarcasse todas as áreas de nossa vida, mesmo considerando o contexto em que o versículo se apresenta. Porém ele está lá, e refere-se rigorosamente ao que, na frase, está definido imediatamente antes. Vejamos então, rapidamente, a que coisas este versículo faz alusão:

O contexto mediato deste versículo inicia-se no verso 25. Ali, Jesus alerta seus discípulos a não se preocuparem tanto com o que haverão de comer, beber ou vestir nesta vida, ou seja, não estarem ansiosos com as suas necessidades básicas. A partir de então ele explica o motivo para tal segurança que eles deveriam apresentar.

O verso 26, tratando da alimentação, que é básica para a manutenção da vida, assim como a bebida, demonstra como Deus sustenta as aves e como fará o mesmo com eles, devido o valor que seus discípulos possuem, superior às aves. Em seguida, a partir do versículo 28 ao 30, Ele apresenta uma verdade semelhante, agora a respeito das vestimentas, outra necessidade real e básica do ser humano após sua queda, mostrando como Deus “veste” o lírios do campo e como fará o mesmo com eles. Após reafirmar a necessidade de confiar em Deus quanto a estas coisas, Jesus cita o verso em questão, mostrando uma verdade imutável de Deus. Ele supre todas as necessidades daqueles que, abandonando o cuidado pelas suas próprias vidas, dedicam-se ao Reino de Deus e praticam a justiça que esta condição lhes impõe.

Portanto, a verdade é que este texto de fato faz promessas materiais, a mentira é que estas promessas não aludem à prosperidade financeira, portas abertas de emprego (salvo se isso for necessário para o sustento e não para afirmação social), carros ou coisas afins. A promessa material aqui contida refere-se ao sustento, ao suprimento das
necessidades básicas daqueles que o servem, simples assim.

Gostaria de finalizar indicando alguns textos que corroboram com tudo isso, caso lhe interesse, para análise dos mesmos, e de seus respectivos contextos:

I Reis 17:8-24; Salmos 37:25; Mt 7:7-11 (meu preferido, e não menos deturpado)

Fonte da imagem: http://images.quebarato.com.br/
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